top of page

Apple e inteligência artificial: por que a nova atualização da Apple frustrou expectativas

  • Foto do escritor: Trinia
    Trinia
  • 11 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura
empresa apple
Imagem: beeboys/Shutterstock

A promessa (não cumprida) da inteligência artificial na Apple

Na WWDC 2025, a Apple apresentou sua maior reformulação de software da história. A expectativa era alta: investidores e especialistas aguardavam um salto significativo em inteligência artificial. O que receberam, porém, foi um novo design elegante (Liquid Glass), melhorias na experiência de usuário e pequenas pinceladas de IA. Resultado: frustração no mercado e a sensação de que a Apple ficou para trás.


O que muda com a atualização da Apple

A atualização do iOS 26, watchOS 26 e visionOS 26 trouxe:

  • Visual unificado e menus transparentes

  • Mais semelhanças entre iPad e Mac, aproximando o tablet da produtividade de um computador

  • Melhorias em multitarefa, gerenciamento de arquivos e chamadas

  • Widgets interativos no Vision Pro e integração com controles do PlayStation VR

  • Tradução ao vivo de chamadas e criação de emojis personalizados (Genmoji)

Do ponto de vista de design e experiência, há avanços claros. Mas não é isso que o mercado esperava.


Onde está a inteligência artificial?

A Apple anunciou a abertura da sua plataforma Apple Intelligence para desenvolvedores, permitindo que criem recursos baseados em seu modelo. Também revelou:

  • Integração com o ChatGPT da OpenAI

  • Assistente de treino com IA no Apple Watch

  • Recursos de mapeamento preditivo com base em rotina

Mas são movimentos discretos, ainda distantes da agressividade de empresas como Google ou OpenAI, que lançam novidades frequentes e disruptivas em IA.


O que essa estratégia revela sobre a Apple

A Apple aposta em refinamento, não em revolução. E isso fala muito sobre sua estratégia:

  • Controle total do ecossistema: abrir seu modelo de IA comedidamente é uma forma de manter padrões elevados e proteger a privacidade.

  • Foco em experiência antes da potência: a Apple prefere entregar IA que "funcione bem" em vez de ser a primeira a lançar.

  • Timing calculado: talvez a empresa esteja esperando o momento certo para um movimento mais ousado em IA.


O que os líderes podem aprender com isso

Para empresários e gestores, a postura da Apple é um estudo de caso sobre como (e quando) inovar com IA:

  • Nem toda inovação precisa ser visível imediatamente. Algumas mudanças são estruturais e ganham força no tempo.

  • A pressão externa não deve ditar sua estratégia. A Apple manteve sua abordagem, mesmo com o mercado clamando por mais IA.

  • Integração e experiência importam tanto quanto tecnologia. O novo design unificado da Apple aumenta produtividade, mesmo sem IA de ponta.


Exemplo prático: aplicando essa lógica na sua empresa

Imagine uma empresa que quer adotar IA na gestão. Em vez de sair automatizando tudo de forma apressada, ela pode:

  1. Mapear processos repetitivos com potencial de ganho

  2. Implementar pequenas automações que aumentem a produtividade (como a Apple fez com o iPad)

  3. Testar soluções com um grupo piloto

  4. Avaliar resultados com foco na experiência dos usuários

  5. Expandir a estratégia gradualmente, com método

Essa abordagem incremental, centrada na experiência e no alinhamento estratégico, é mais sustentável do que aderir à moda por pressão.


Conclusão: IA com mais intenção

A Apple mostrou que inovação não é apenas sobre estar na dianteira tecnológica. É sobre coerência, experiência e consistência com a proposta de valor. Para líderes empresariais, essa é uma lição valiosa: a inteligência artificial não é um fim, mas um meio. E a verdadeira inteligência está em saber como e quando aplicá-la.

 
 
 

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.
bottom of page