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Como a Inteligência Artificial Está Invertendo as Regras do Jogo Entre Gerações

  • Foto do escritor: Trinia
    Trinia
  • 13 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

A geração Z está mesmo em desvantagem na era da IA?

Imagine um cenário onde a tecnologia, ao invés de nivelar o jogo, aprofunda as desigualdades entre gerações. Essa foi a tônica de uma conversa franca entre o CEO da Trinia, Marcos Rangel, e um colaborador da geração Z. De um lado, a experiência acumulada; do outro, a familiaridade com o novo. Mas quem está realmente preparado para navegar no presente e futuro do trabalho?


O paradoxo da juventude: nativos digitais, mas sem contexto

Muitos jovens chegam ao mercado de trabalho com domínio técnico, mas enfrentam um obstáculo silencioso: a falta de contexto. A inteligência artificial, ao contrário do que se pensa, não é totalmente autônoma. Para usá-la com profundidade, é preciso saber perguntar, saber onde ir, reconhecer nuances – algo que se constrói com vivência.

Por isso, a IA tende a beneficiar aqueles que, mesmo sem formação tecnológica, têm repertório, maturidade e capacidade de fazer boas perguntas. A tecnologia deixou de ser um diferencial de jovens para se tornar uma alavanca para os mais experientes.


A escola não acompanhou — e os jovens saem ainda mais despreparados

A crítica mais contundente não é sobre os jovens em si, mas sobre a educação que os forma. Se antes a escola já entregava profissionais aquém das exigências do mercado, hoje, com a revolução da IA, o descompasso ficou ainda maior.

Muitos professores não sabem usar IA, resistem a ela ou a veem como trapaça. Isso transmite aos alunos uma ideia distorcida da tecnologia — como se fosse um atalho, não uma ferramenta poderosa de trabalho criativo e estratégico.


A nova competição: quem aprende mais rápido, com mais repertório

A IA democratizou o acesso à tecnologia, mas não ao entendimento. E é aí que os profissionais mais velhos ganham espaço: eles já vivem o mercado, conhecem as dores e sabem o que perguntar. Quando aprendem a usar IA, seu valor dispara. Não é mais o jovem com energia que tem vantagem — é quem tem bagagem para direcionar a tecnologia.

Essa inversão força os jovens a se moverem: eles precisam ir além do domínio técnico e buscar significado, contexto, senso crítico e capacidade de execução — pilares que a IA por si só não entrega.


Exemplo prático: por que um colaborador de 50 anos pode performar melhor com IA?

Imagine dois colaboradores: um com 22 anos, recém-formado, fluente em ferramentas digitais; outro com 50, gestor experiente, que nunca programou. Ambos recebem a mesma IA. Quem sai na frente?

Provavelmente o mais velho — se ele entender como usar a IA para resolver os problemas que já conhece, ele pode aplicar com profundidade. O jovem, sem referência, talvez leve mais tempo para descobrir o que vale ou não vale perguntar.


Conclusão: IA é terreno fértil para quem tem algo a plantar

O futuro do trabalho não será vencido por quem domina as ferramentas, mas por quem sabe para que usá-las. A geração Z não está perdida — mas precisa de direção. E os mais velhos não estão ultrapassados — desde que abracem a aprendizagem contínua.

A inteligência artificial está abrindo um novo campo de jogo. Só que agora, mais do que saber correr, é preciso saber para onde.

Este conteúdo é original e autoral da Trinia, fruto de uma conversa entre o CEO Marcos Rangel e um colaborador da geração Z.

 
 
 

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