Mercado Pago banco número 1 da América Latina: estratégia, crescimento e disputa com o Nubank
- Trinia

- 18 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

Como a fintech do MELI está acelerando para liderar o setor financeiro digital na região
O Mercado Pago banco número 1 da América Latina? Essa é a aposta ousada do braço financeiro do Mercado Livre, que vem investindo pesado para ultrapassar o Nubank e consolidar sua liderança no Brasil, México e Argentina. A fintech não quer mais ser uma alternativa digital — ela quer ser o banco principal do latino-americano.
Mais do que aquisições: a batalha pela “principalidade”
Com marketing agressivo, portfólio completo e um foco claro em engajamento, o Mercado Pago mudou o jogo. A contratação de Anitta como garota-propaganda, os cofrinhos rendendo 120% do CDI e o aumento de 51% nos downloads entre março e maio são sinais de uma estratégia afinada.
Segundo Pethra Ferraz, VP de Marketing, o objetivo não é apenas crescer em número de usuários, mas se tornar o banco central da vida financeira dos clientes — onde concentram cartão, saldo, investimentos e movimentações do dia a dia.
México: a nova fronteira da disputa
Se no Brasil o Mercado Pago já colhe frutos — com quase metade dos US$ 2,6 bilhões em receita vindo do país —, no México o desafio é quebrar o monopólio cultural dos bancos tradicionais. Por isso, a fintech aposta na educação financeira, usabilidade e taxas competitivas para atrair um novo público.
A missão? Transformar curiosidade em hábito. E hábito em fidelidade.
A sustentabilidade do crescimento está no radar
Nem tudo são flores. O crescimento acelerado gerou dúvidas entre investidores, principalmente sobre a sustentabilidade das margens com a alta emissão de cartões. No entanto, o aumento do crescimento orgânico já começa a diluir o custo de aquisição e sinaliza um caminho promissor.
Conclusão: o Mercado Pago quer ser mais do que um player digital
Com uma base de 64 milhões de usuários ativos e um ecossistema financeiro integrado, o Mercado Pago banco número 1 da América Latina pode deixar de ser ambição para virar realidade. A fintech entendeu que, na nova era digital, quem lidera não é quem chega primeiro — é quem entende melhor o cliente.




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